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Geodiversidade

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São Jorge, com aproximadamente 1,3 milhões de anos, resultou de atividade vulcânica basáltica fissural, daí a sua forma alongada com inúmeros cones vulcânicos do tipo estrombolianos alinhados em direção ONO-ESE (oés-noroeste – lés-sudeste).

Em termos morfológicos esta ilha é essencialmente planáltica, estando cerca de dois terços da sua superfície a altitudes que variam entre os 300 e os 800 metros, predominando a existência de declives muito acentuados a escarpados, nomeadamente nas arribas litorais, algumas das quais com cotas que rondam os 600 metros. É frequente na base das arribas, a existência de pequenas áreas aplanadas ao nível do mar, as famosas fajãs, uma singularidade desta ilha.

As fajãs são o fenómeno geológico mais típico de São Jorge. Existem cerca de 74 em toda a ilha e formaram-se por dois processos: os derrames lávicos, quando escoadas lávicas avançaram mar a dentro; e por movimentos de massa de vertente (detríticas), ou seja quando por instabilização das arribas e pela ação erosiva se movimentam detritos que se acumulam na base destas. Na zona oriental da ilha (a mais antiga) formaram-se as fajãs detríticas mais peculiares: a dos Cubres; a da Caldeira de Santo Cristo; a dos Vimes; a dos Bodes e a de São João.

São Jorge foi palco de diversas erupções históricas desde o seu povoamento. Os últimos fenómenos vulcânicos ocorridos na ilha foram as erupções subaéreas de 1580 e 1808 e a erupção submarina de 1964, a sudoeste dos Rosais.

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