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Lagoa do Congro

Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies

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Galeria

Esta área protegida ocupa 38 hectares, localiza-se na zona central da ilha, a nordeste de Vila Franca do Campo.

A Lagoa do Congro está situada numa cratera de explosão do tipo maar, com 500 metros de diâmetro, paredes escarpadas e embutidas em basaltos e traquitos e com desníveis máximos de cerca de 120 metros. Formada há cerca de 3800 anos, esta cratera está associada a uma erupção hidromagmática, em que houve interação do magma em ascensão com águas superficiais ou com níveis freáticos/aquíferos existentes nas formações sobrejacentes. No interior deste maar localiza-se ainda a Lagoa dos Nenúfares, assim conhecida por grande parte da sua extensão estar coberta pela espécie Nymphaea alba, conhecida por nenúfar.  

“O Congro” foi cognome de André Gonçalves Sampaio, um dos primeiros proprietários desta lagoa, que era assim apelidado por ser o homem mais rico daquelas paragens, tal e qual o congro, conhecido à data, como o maior peixe do mar. Posteriormente, a Lagoa do Congro e os terrenos contíguos foram adquiridos por duas famílias: a família de “Nossa Senhora da Vida” e a família Canto.

Esta última linha, na pessoa de José do Canto, interveio significativamente naquela paisagem, criando uma mata ajardinada através da introdução de várias espécies exóticas como Cryptomeria japonica (criptoméria), Eucalyptus globulus (eucalipto), Quercus robur (carvalho), Syzygium floribundum, Ocotea foetens (til), Camellia japonica (camélia), entre outros.

Da avifauna destaca-se as espécies Regulus regulus azoricus (estrelinha), Buteo buteo rothschildi (milhafre), Motacilla cinerea patriciae (alvéola), Fringilla coelebs moreletti (tentilhão) e Columba palumbus azorica (pombo-torcaz dos Açores). Ressalva-se o valor deste local, como área de alimentação e descanso para aves migratórias, com destaque para a Ardea cinerea (garça-real). Neste local é frequente encontrar uma espécie exótica que, porém, é de marcado interesse para a conservação, a Triturus cristatus (tritão-de-crista), um dos anfíbios mais ameaçados a nível europeu e que, por tal motivo, figura a listagem de espécies de fauna estritamente protegidas da Convenção de Berna. Relativamente ao meio aquático existem na lagoa Cyprinus carpio (carpa) e Perca fluviatilis (perca).

Para aceder à lagoa, é necessário percorrer um trilho com cerca de 700 metros, sendo esta uma massa de água protegida pelo Plano de Ordenamento de Bacia Hidrográfica. Esta área está classificada como geossítio do Geoparque Açores – Geoparque Mundial da UNESCO.

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