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Biscoito da Ferraria e Pico Alto

Reserva Natural

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Localizada na região centro-norte da ilha, esta área abrange cerca de 709 hectares e possui uma altitude máxima de 809 metros.

O Pico Alto corresponde ao vulcão central mais recente da ilha, com cerca de 100 mil anos. As paredes da sua caldeira de colapso estão atualmente visíveis apenas na Serra do Labaçal, na Caldeira da Agualva e na Rocha do Chambre, pois esta depressão está preenchida por um número significativo de domos e escoadas siliciosas muito espessas, denominadas coulées. Estes domos e coulées, em número superior a meia centena, são localmente designados de “biscoito” e definem importantes alinhamentos tectónicos do Vulcão do Pico Alto e da ilha.

Na vegetação local, predominam formações húmidas – turfeiras florestadas de Juniperus brevifolia (cedro-do-mato) e turfeiras de Sphagnum sp. – e a floresta denominada de Laurissilva dos Açores, dominada por Laurus azorica (louro-da-terra) e Ilex azorica (azevinho). Das espécies da flora endémica presentes, salienta-se a presença de Vaccinium cylindraceum (uva-da-serra) e Lactuca watsoniana (alfacinha) e destacam-se os fetos nativos Culcita macrocarpa, Blechnum spicant e Woodwardia radicans (feto-de-botão).

As espécies faunísticas mais frequentemente observadas são aves residentes, como a Scolopax rusticola (galinhola) e a Gallinago gallinago (narceja-comum), e subespécies endémicas como a Turdus merula azorensis (melro), a Sylvia atricapilla atlantis (toutinegra dos Açores) e a Regulus regulus inermis (estrelinha). Também a ave de rapina Buteo buteo rothschildi (milhafre) é facilmente observada nesta área.

É possível explorar parte desta área protegida percorrendo o trilho Rocha do Chambre (PRC06TER).

Esta área integra uma Zona Especial de Conservação (ZEC) no âmbito da Rede Natura 2000, um Sítio Ramsar ao abrigo da Convenção Ramsar e está classificada como geossítio do Geoparque Açores – Geoparque Mundial da UNESCO.

Classificações:

Sítio RAMSAR

Rede Natura 2000

Geossítio

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