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Cara do Índio PR1COR

Tipo: Linear
Dificuldade: Média
Distância: 10,3Km
Duração: 3h
Altitude (Min / Máx): 8m / 556m

 

Como Chegar

Siga pela Estrada Regional em direção ao Caldeirão (cerca de 8 quilómetros), até encontrar o miradouro.



Equipamento Recomendado

Calçado apropriado para caminhadas, impermeável, chapéu, protetor solar e água.



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Galeria

Esta rota linear une dois importantes geossítios, o Caldeirão e a Vila do Corvo, percorrendo de norte a sul uma das ilhas do arquipélago menos afetada pela ação antropogénica.

Começando o trilho no miradouro do Caldeirão, siga ao longo da estrada asfaltada rumo a sul aproveitando a perspetiva sobre a ilha. Ao chegar à casa conhecida por casa dos Florestais, siga por uma canada à direita passando a ribeira do Trevo, até chegar a um caminho de terra.

Siga as marcas até às lagoas artificiais, contruídas entre 2002 e 2013 e que funcionam como bacias de retenção de águas superficiais para servir a população da Vila. Esta zona, conhecida localmente como baldio, serve a comunidade local e caracteriza-se pela ausência de campos de cultivo e ou pastoreio delimitados por barreiras naturais ou muros de pedra, típicos da paisagem dos Açores. O percurso contorna um cone vulcânico com cratera aberta para sul, conhecido como geossítio da Coroinha e Arriba de Pingas. Não deixe de apreciar a vista para a ilha das Flores e continue até chegar novamente a terrenos de cultivo e pastoreio. Prossiga entre muros de pedra solta até perto da falésia, local onde irá encontrar à direita uma rocha de basalto que através da erosão foi sendo esculpida naquilo que os habitantes acreditam ser a cara de um índio.

Daqui o caminho desce de forma mais acentuada por um atalho ladeado de exemplares de flora endémica como a Erica azorica (urze) e o Juniperus brevifolia (cedro-do-mato), passando por antigos abrigos para proteção escavados na rocha e interessantes formações geológicas. Passe num miradouro com vista para a Vila do Corvo e continue até à estrada. Atravesse-a com cautela e prossiga pela zona histórica da Vila com principal destaque para a arquitetura das casas e as ruas estreitas, determinantes aquando das invasões piratas durante os séculos XVI e XVII.

Continuando o percurso, desça a Ladeira do Outeiro até à Rua da Matriz. Enquanto a percorre vá apreciando o núcleo histórico da Vila e, detenha-se uns instantes junto da “Casa de Mariana Lopes” cuja construção remonta aos séculos XVII e XVIII e que integra, desde 1997, o património protegido da Região. Ao descer a rua, não deixe de entrar na Igreja de Nossa Senhora dos Milagres, edifício datado do século XVIII. No seu interior, pode apreciar a estátua da padroeira, obra flamenga do século XVI da escola de Malines, um Cristo em marfim e uma imagem em madeira de Nossa Senhora da Conceição.

Prossiga em direção à Rua dos Moinhos, onde tem a possibilidade de visitar os antigos moinhos de vento, que se mantêm em funcionamento, embora já não sejam utilizados com o fim para o qual foram construídos. O conjunto destes três moinhos está classificado como Interesse Público. Aqui pode apreciar a largueza do canal que separa as duas ilhas do grupo ocidental e a silhueta da ilha das Flores que repousa sobre o Atlântico.

Desça em direção à praia e, na primeira entrada à esquerda, atravesse os campos agrícolas que o conduzem até ao atalho da “Poça da Faca”. Acompanhe toda a costa que o conduz até à Praia da Areia, onde pode desfrutar de uma aprazível zona balnear. O percurso termina numa praia de areia, local onde pode aproveitar para se refrescar nas águas do Atlântico. Não deixe de visitar o Ecomuseu, no centro da Vila, e ficar a conhecer melhor o património corvino.

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