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Alonso Miguel visita áreas de intervenção de projetos LIFE no Dia Mundial da Terra
22 de Abril de 2026
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, visitou diversas áreas de intervenção abrangidas por projetos LIFE, na ilha Terceira, com o objetivo de assinalar o Dia Mundial da Terra, celebrado a 22 de abril.
No âmbito desta visita, Alonso Miguel acompanhou no terreno as intervenções em curso, designadamente na Ribeira das Doze, nas Doze Ribeiras, e Ribeira do Testo, no Porto Judeu, bem como na Rocha do Chambre e na Turfeira do Sanguinhal, zonas pertencentes à Rede Natura 2000, no Parque Natural da ilha Terceira, abrangidas pelos projetos LIFE projetos LIFE IP CLIMAZ e LIFE IP AZORES NATURA, que têm por objetivo contribuir, respetivamente, para a mitigação e adaptação da Região às alterações climáticas e para o restauro ecológico, conservação e recuperação de habitats e proteção de espécies protegidas.
No âmbito do LIFE IP CLIMAZ, foram observadas no terreno ações relacionadas com a monitorização de variáveis climáticas e com a adaptação de ecossistemas a este fenómeno, bem como com a implementação de medidas de mitigação em áreas particularmente sensíveis, como ribeiras, através da implementação de técnicas de engenharia natural, enquanto que, no contexto do LIFE IP AZORES NATURA, foram observadas intervenções de recuperação de habitats naturais, controlo de espécies invasoras e plantação de exemplares de espécies endémicas e de reforço da resiliência ecológica em zonas integradas no Parque Natural da Ilha Terceira.
O governante destacou que “estes projetos representam uma aposta estratégica da Região na proteção e recuperação dos seus recursos naturais, aliando conhecimento científico, intervenção operacional e envolvimento das comunidades locais”, acrescentando que “o trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos LIFE demonstra que é possível conciliar a conservação da natureza com o desenvolvimento sustentável, criando valor para o território e para as populações”.
E vincou: “O nosso património natural é extremamente valioso, desde logo do ponto de vista do desenvolvimento económico e turístico, mas, acima de tudo, pelo contributo inestimável que representa para a segurança e bem-estar das populações, desde logo pelos serviços de ecossistemas fundamentais prestados, ao nível da qualidade do ar, da saúde dos solos, da recarga de aquíferos e da disponibilidade e purificação dos nossos recursos hídricos, contribuindo ainda decisivamente para minimizar diversos perigos naturais, como cheias e inundações, deslizamentos de terra, erosão, secas, incêndios, pragas ou a poluição dos recursos naturais”.
O Secretário Regional acrescentou que, “no entanto, todo este património natural é muito sensível e frágil, pelo que importa garantir a sua preservação, aspeto para o qual contribuem de forma decisiva os Parque Naturais de Ilha dos Açores, que representam uma pedra angular na implementação das ações de conservação e restauro da natureza”.
Alonso Miguel reconheceu que os projetos LIFE, com uma forte componente de comparticipação comunitária, representam instrumentos financeiros e operacionais essenciais para a capacitação da Região, trazendo consigo conhecimento científico, capacidade técnica e recursos financeiros indispensáveis para a proteção do ambiente, a conservação da natureza e mitigação e adaptação aos efeitos das alterações climáticas.
“Os Açores têm sido referência a nível nacional e europeu na execução de projetos LIFE, não só pelas elevadas taxas de execução alcançadas, mas também pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos e pelo impacto positivo das ações implementadas, numa clara demonstração de compromisso regional para com a ação climática e proteção do património natural”, disse.
Para além da visita aos trabalhos desenvolvidos no quadro dos Projetos LIFE, para assinalar o Dia Mundial da Terra, a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática preparou um vasto conjunto de iniciativas, a decorrer em todas as ilhas dos Açores, com especial foco no reforço da importância da sensibilização ambiental e da mobilização da sociedade para os desafios globais.
“A celebração do Dia Mundial da Terra representa uma oportunidade para refletirmos sobre o papel de cada um na proteção do planeta, mas também para evidenciar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos Açores em matéria de sustentabilidade e ação climática”, afirmou.
Alonso Miguel revelou que “foi preparado um programa muito abrangente, que inclui atividades em contexto escolar, ações abertas à comunidade, percursos interpretativos e experiências no terreno, bem como a dinamização de conteúdos digitais, com o objetivo de aproximar as pessoas do seu território e reforçar a consciência ambiental”.
Entre as atividades promovidas, destacam-se sessões lúdico-didáticas dirigidas a alunos do ensino básico, com enfoque na formação geológica dos Açores e nos fenómenos vulcânicos, incluindo a dinamização de jogos pedagógicos, como “Os Vulcões dos Açores”, que visam transmitir conhecimento de forma interativa e acessível.
“O programa inclui também oficinas experimentais, como o «Laboratório da Terra», que permitem aos mais jovens explorar processos geológicos através de atividades práticas, despertando a curiosidade para a geodiversidade e promovendo a sua valorização e conservação”, referiu o governante.
Alonso Miguel acrescentou que “no domínio das atividades ao ar livre, estão previstas caminhadas interpretativas e trilhos, que dão a conhecer paisagens vulcânicas, recursos hídricos, biodiversidade e habitats protegidos, promovendo simultaneamente estilos de vida saudáveis e o contacto direto com a natureza. Destaca-se, por exemplo, a realização de percursos interpretativos em áreas de elevado valor ambiental, com explicação de fenómenos naturais e da relação histórica entre as comunidades e o território”.
“Estão igualmente previstas visitas guiadas a centros de interpretação ambiental e áreas naturais, onde os participantes podem aprofundar conhecimentos sobre biodiversidade, geologia e conservação da natureza, bem como atividades que combinam aprendizagem e expressão artística, incentivando a criatividade como forma de assimilação de conteúdos ambientais”, concluiu.
O programa contempla ainda ações inovadoras de sensibilização, como jogos em grande formato dedicados às áreas protegidas dos Açores, visitas a geossítios integrados no Geoparque Açores, peddy papers em locais emblemáticos e atividades direcionadas a públicos específicos, incluindo instituições sociais, garantindo uma abordagem inclusiva e abrangente.
Alonso Miguel sublinhou que “a diversidade de atividades reflete a aposta clara na educação ambiental como instrumento essencial para a mudança de comportamentos”, acrescentando que “é fundamental envolver as novas gerações, mas também toda a comunidade, num compromisso coletivo com a proteção do ambiente”.
O Secretário Regional destacou ainda “o envolvimento de múltiplas entidades na concretização deste programa, incluindo serviços da Secretaria, centros de interpretação ambiental, escolas, autarquias e parceiros locais, evidenciando uma abordagem colaborativa e descentralizada”.
“Este é um esforço conjunto que demonstra a capacidade da Região para mobilizar diferentes atores em torno de um objetivo comum, de proteger o nosso património natural e garantir a sua sustentabilidade para as gerações futuras”, afirmou.
Alonso Miguel salientou “o trabalho dos operacionais da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática como determinante para o sucesso de iniciativas como os projetos LIFE, que dependem, em larga medida, do empenho, dedicação e competência das equipas no terreno. São profissionais que, diariamente, se dedicam à preservação dos nossos ecossistemas e à sensibilização da população, num esforço que é fundamental para o desenvolvimento sustentável das nossas ilhas e que merece pleno reconhecimento e valorização”.
A concluir, Alonso Miguel reiterou o compromisso do Governo dos Açores para com a sustentabilidade ambiental, afirmando que “a Região continuará a desenvolver políticas públicas e a promover investimentos robustos, baseados no conhecimento e orientadas para resultados concretos, com vista a cumprir com os objetivos definidos no que se refere preservação do património natural e à ação climática”.