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Alonso Miguel reafirma papel estratégico do Geoparque Açores para desenvolvimento do turismo sustentável na Região

Alonso Miguel reafirma papel estratégico do Geoparque Açores para desenvolvimento do turismo sustentável na Região

27 de Fevereiro de 2026

O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, participou numa mesa-redonda, promovida pelo Geoparque Açores, subordinada ao tema “9 Ilhas – 1 Geoparque: Uma Estratégia Integrada para o Turismo Sustentável dos Açores”, no âmbito da BTL (Better Tourism Lisbon Travel Market), em Lisboa.

A sessão reuniu representantes de várias entidades regionais, entre as quais a Direção Regional do Turismo, a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e a GEOAÇORES, estrutura de gestão do Geoparque Açores, num debate centrado no papel desta classificação enquanto instrumento de sustentabilidade, coesão territorial e desenvolvimento equilibrado das nove ilhas.

O governante frisou “o extraordinário património natural e cultural dos Açores, que diferencia, valoriza e projeta a Região no exterior”, acrescentando que “essa riqueza nos tem valido um profundo reconhecimento internacional, materializado pela atribuição de diversos galardões e estatutos, entre os quais integração do Geoparque Açores na rede Mundial de Geoparques da UNESCO, em 2015”.

“Todas estas distinções fortalecem uma imagem de marca de sustentabilidade, que é cada vez mais procurada e valiosa, que representa um extraordinário ativo turístico e um catalisador do desenvolvimento económico e social da Região”, referiu.

Alonso Miguel destacou ainda “a singularidade do Geoparque Açores no panorama internacional, enquanto geoparque arquipelágico, disperso por nove ilhas e pelos fundos marinhos envolventes, com enorme diversidade e riqueza geológica, integrando 122 geossítios, sete dos quais de relevância internacional”.

O Secretário Regional acrescentou que “para além da sua importância do ponto de vista do valor natural, social e cultural, e do contributo em matéria de investigação científica e de educação ambiental, o Geoparque Açores é também um relevante ativo turístico e de projeção da imagem da Região”.

“Trata-se, de facto, de um geoparque especial, que requer uma abordagem integrada e coerente e uma gestão robusta, capaz de afirmar a unidade do território, consolidar a sua identidade comum e potenciar o seu posicionamento nacional e internacional”, vincou.

O Secretário Regional recordou que o compromisso do Governo Regional com o Geoparque se tornou particularmente evidente em 2022, quando a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática assumiu a presidência da GEOAÇORES, na sequência das recomendações da UNESCO, decorrentes de uma avaliação referente ao quadriénio 2017-2021, que culminou com a atribuição de um “cartão amarelo”.

“Esse reforço estratégico e operacional permitiu recuperar o «cartão verde» da UNESCO, assegurando a manutenção do estatuto internacional por mais quatro anos, traduzindo um sinal inequívoco de compromisso e do reconhecimento do Governo Regional quanto à centralidade do Geoparque na estratégia ambiental e territorial do arquipélago”, valorizou.

Alonso Miguel reforçou que “a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática tem assegurado um compromisso firme com o Geoparque Açores, expresso tanto no plano político como no plano operacional”, recordando que “a tutela garante anualmente a sustentabilidade financeira da GEOAÇORES, através de um contrato-programa que assegura estabilidade, previsibilidade e capacidade de execução”.

Para além da vertente do financiamento, o governante destacou também “a disponibilização de recursos humanos em todas as ilhas, através de um protocolo de cooperação, a articulação constante com os Parques Naturais de Ilha e a colaboração dos vigilantes da natureza para assegurar monitorização dos geossítios, bem como o reforço científico assegurado pela ligação direta entre a coordenação do Geoparque e a área de geoconservação da própria Secretaria, garantido uma presença permanente no território, rigor técnico na monitorização e alinhamento com os critérios internacionais da UNESCO”.

O Secretário Regional salientou “a importância da integração das delegações de ilha do Geoparque Açores nos centros de interpretação ambiental geridos pela Região, para aproximar a comunidade e os visitantes do património geológico e cultural do arquipélago”, destacando que “o trabalho de renovação e atualização de conteúdos tem reforçado o papel pedagógico das estruturas, contribuindo para uma maior compreensão da geodiversidade dos Açores”.

Alonso Miguel recordou ainda que a integração do programa educativo do Geoparque Açores (PEGAz) na Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE), disponibilizada anualmente a todas as escolas da Região, dá um importante contributo em matéria de literacia ambiental, designadamente no que se refere à valorização do património geológico e à resiliência territorial.

“O Geoparque Açores deve ser entendido como uma plataforma concreta e ativa de desenvolvimento sustentável, capaz de promover literacia ambiental, qualificar a oferta turística, diversificar a procura, distribuir melhor os fluxos de visitantes e reforçar a identidade territorial”, disse.

O titular da pasta acrescentou que “o futuro do Geoparque depende de uma estratégia clara, assente no conhecimento científico, na proximidade com as comunidades e na capacidade de consolidar uma visão que transcenda ciclos políticos, garantindo estabilidade, continuidade e presença permanente no território”.

A concluir, o Secretário Regional afirmou que “a tutela continuará a assegurar liderança, visão e suporte técnico ao Geoparque Açores, reforçando o seu papel enquanto pilar da sustentabilidade regional, da valorização do património natural e cultural e da coesão entre as nove ilhas”.

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