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Caldeira de Guilherme Moniz

Área Protegida de Gestão de Recursos

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Galeria

Localizada na parte central da ilha, esta área abrange 1218 hectares e possui uma altitude máxima de cerca de 660 metros.

A Caldeira de Guilherme Moniz, implantada no topo do vulcão central com o mesmo nome, corresponde a uma caldeira de colapso alongada segundo noroeste-sudeste, com diâmetro máximo e mínimo de 4 quilómetros e 2,5 quilómetros, respetivamente. Apenas o seu bordo sul está atualmente preservado, nomeadamente na Serra do Morião, onde estão expostas espessas escoadas lávicas e domos de natureza traquítica, por vezes com disjunção prismática. A parte norte da caldeira, por seu turno, foi alterada por domos e coulées, mais recentes, associados ao Vulcão do Pico Alto.

O interior desta caldeira, com o fundo aplanado e parcialmente recoberto por escoadas basálticas recentes provenientes do sistema vulcânico do Algar do Carvão há cerca de 2000 anos, engloba um importante aquífero suspenso, evidenciado nas várias nascentes que ocorrem nas vertentes exteriores do maciço, de que são exemplo a Furna d' Água e a do Cabrito, captadas para abastecimento público.

Os matos macaronésicos e as turfeiras de Sphagnum sp. aqui existentes asseguram a recarga dos aquíferos presentes no Vulcão Guilherme Moniz, como comprovam as nascentes existentes nas furnas atrás referidas e aquelas que ocorrem no flanco sul deste vulcão.

Aqui observa-se a coexistência da paisagem natural com a paisagem humanizada resultante das atividades agropecuárias, onde o gado bravo, como o toiro de lide, encontra o seu expoente máximo.

Das espécies de flora endémica, salientam-se a presença de Erica azorica (urze), Laurus azorica (louro-da-terra) e Vaccinium cylindraceum (uva-da-serra).

Na avifauna destaca-se as espécies Buteo buteo rothschildi (milhafre), Columba palumbus azorica (pombo-torcaz dos Açores), Turdus merula azorensis (melro), Erithacus rubecula (pisco), Fringilla coelebs moreletti (tentilhão), Sylvia atricapilla atlantis (toutinegra dos Açores) e Motacilla cinerea patriciae (alvéola).

O único mamífero endémico dos Açores, a espécie Nyctalus azoreum (morcego dos Açores), é também por vezes aqui observado.

É possível percorrer vários sectores desta área protegida realizando o trilho Passagem das Bestas (PRC07TER).

Esta caldeira está classificada como geossítio do Geoparque Açores – Geoparque Mundial da UNESCO e o extremo norte desta área está integrado numa Zona Especial de Conservação (ZEC) no âmbito da Rede Natura 2000.

Classificações:

Rede Natura 2000

Geossítio

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