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Fajãs do Norte

Área de Paisagem Protegida

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Galeria

Estendendo-se ao longo da costa nordeste de São Jorge, esta Área de Paisagem Protegida compreende cerca de 2926 hectares. É composta por arribas com alturas entre os 300 e 700 metros e diversas fajãs, na sua grande maioria detríticas, como é o caso das fajãs dos Cubres, do Belo e da Caldeira de Santo Cristo.

A Fajã da Caldeira de Santo Cristo é uma fajã detrítica formada por materiais decorrentes de movimentos de vertente (como desabamentos, deslizamentos e quebradas), cujas dimensões foram significativamente incrementadas na sequência de movimentos de vertente aquando do sismo de 9 de julho de 1757. A ação erosiva do mar, das águas pluviais e das águas de escorrência superficial terá originado a sua singular laguna costeira, separada do mar por uma praia de seixos, mas que comunica diretamente com o mesmo através de uma embocadura de maré construída pelo Homem.

A Fajã dos Cubres, tal como a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, é uma fajã detrítica formada por materiais decorrentes de movimentos de vertente e, a par desta, constituem o único sistema de lagunas costeiras dos Açores, um habitat prioritário e protegido. A laguna costeira da Fajã dos Cubres não comunica diretamente com o mar, o que condiciona a sua hidrodinâmica.

A Fajã da Ribeira d’Areia em conjunto com a Fajã do Ouvidor e a Fajã das Pontas são as únicas fajãs lávicas existentes no litoral norte da ilha. Tiveram origem a partir de escoadas lávicas basálticas emitidas da cordilheira vulcânica central, associadas a erupções vulcânicas ocorridas nos últimos 10 mil anos, que atingiram a linha de costa espraiando-se na sua base.

Aqui, a arriba fóssil (a montante da Fajã da Ribeira d’Areia e que testemunha a linha de costa anterior à erupção vulcânica que originou a fajã lávica) atinge cerca de 280 metros de altitude e ao longo da frente litoral é possível observar lavas encordoadas, grutas litorais (de erosão marinha) e diversos arcos lávicos bem preservados, como é o caso do Arco da Fajã da Ribeira d’Areia.

Esta zona permite observar espécies de avifauna migratória como Ardea cinerea (garça-real), Egretta garzetta (garça-branca-pequena), Anas platyrhynchos (pato-real) e, a mais rara, Ardea purpurea (garça-vermelha). Em termos de flora, destacam-se as espécies Juniperus brevifolia (cedro-do-mato), Morella faya (faia-da-terra) e Picconia azorica (pau-branco).

Está área protegida integra a Zona Especial de Conservação (ZEC) Costa Noroeste e Ponta do Topo no âmbito da Rede Natura 2000 e está classificada como Sítio Ramsar ao abrigo da Convenção Ramsar e como geossítio do Geoparque Açores – Geoparque Mundial da UNESCO.

Classificações:

Sítio RAMSAR

Reserva da Biosfera

Rede Natura 2000

Geossítio

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