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Cultura da Vinha - Zona Norte

Área de Paisagem Protegida

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Galeria

Localizada no litoral noroeste do Pico, esta área protegida ocupa cerca de 1747 hectares, desde de Sant’Ana (concelho de São Roque) à Barca (concelho de Madalena), incluindo inúmeros núcleos edificados que se situam junto à costa: Sant’Ana, Cabrito, Arcos, Lajido, Cachorro, Cais do Mourato, Formosinha e Barca.

Nesta área, evidenciam-se diversos elementos associados à cultura da vinha e da figueira: muros de pedra, adegas, alambiques, poços de maré, rilheiras (marcas da passagem dos carros de bois), rola-pipas (rampas talhadas na pedra, junto ao mar, que facilitavam o transporte dos barris de vinho até aos barcos), portinhos e “descansadouros” (estruturas utilizadas para descanso que permitiam aos vindimadores pousar os cestos que traziam à cabeça, cheios de uva, e voltar a colocá-los sem ajuda).

Destaca-se ainda, nesta área, o Lajido de Santa Luzia, aglomerado urbano classificado como Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico – Património Mundial da UNESCO.

Este lajido, assim designado dada a morfologia lisa e aplanada da lava, corresponde a um campo de escoadas lávicas basálticas, emitidas, na sua maioria, de partes elevadas do vulcão da Montanha do Pico e que, dada a fluidez e mobilidade das escoadas lávicas, se movimentaram por distâncias superiores a 9 quilómetros até atingirem o mar. Esta paisagem apresenta diversas estruturas e micro-relevos típicos do vulcanismo efusivo, como lavas encordoadas, tumuli e cristas de pressão. De referir, ainda, a erupção histórica do Mistério de Santa Luzia, com início a 2 de fevereiro de 1718, cujas escoadas lávicas atingiram o mar na zona do Cachorro.

É de salientar também, a existência de cinco campos de lava, todos com interesse científico e paisagístico: Cais do Mourato – Cachorro, Lajido – Arcos, Arcos – Cabrito, Cabrito e Baía do Gasparal. 

Nesta área, a figueira teve uma maior importância em termos de cultivo, facto que motivou tipologias variadas, designadamente circulares, quadrangulares ou retangulares.

Na flora endémica destaca-se a presença de Spergularia azorica, Festuca petraea (bracel-da-rocha) e Azorina vidalii (vidália).

Relativamente à fauna, salienta-se as espécies Columba palumbus azorica (pombo-torcaz dos Açores), Turdus merula azorensis (melro), Calonectris borealis (cagarro) e Nyctalus azoreum (morcego dos Açores).

Merece uma visita a Casa dos Vulcões e o Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, locais de promoção e interpretação dos elementos naturais e culturais presentes.

Esta área protegida integra uma Área Importante para as Aves e Biodiversidade (IBA) da organização BirdLife International e um geossítio do Geoparque Açores – Geoparque Mundial da UNESCO. 

Classificações:

IBA

Geossítio

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