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Reserva Natural da Montanha do Pico

 

Embora não sendo uma escalada técnica, a subida à Montanha do Pico é de grau de dificuldade médio / elevado.
O trilho tem uma extensão total de cerca de 7600m (3800m desde a base até ao cume) e um desnível de 1100m, iniciando-se na Casa da Montanha, a 1230m de altitude, onde todos os caminhantes fazem o registo de subida, atingindo o cume aos 2351m de altitude e terminando com o regresso à Casa da Montanha.
Durante esta caminhada poderá observar a Furna-Abrigo, uma cavidade vulcânica composta por um algar com cerca de 40m de profundidade e uma galeria que servia de abrigo aos caminhantes que se aventuravam na montanha. Ao longo da subida é possível observar habitats naturais com raros endemismos, sendo a Montanha do Pico o único local dos Açores que comporta habitats Alpinos e Sub-Alpinos que estão sujeitos a depósitos de neve prolongados.
As várias formações geológicas que se podem observar ao longo da subida são de grande importância, tais como depósitos piroclásticos, Lava Toes, algares e túneis lávicos, Hornitos, driblet-cones, plagioclase em roseta e lavas em tripa. Aos 2050m de altitude podemos encontrar uma cratera fóssil e, no cume, uma cratera-poço, o cone lávico do piquinho e uma fissura eruptiva.
À medida que os caminhantes progridem na subida a vegetação começa a se apresentar mais escassa, dispersa e de dimensões mais reduzidas, sendo que apenas alguma espécies conseguem sobreviver à dureza do clima no topo da Montanha. É de salientar o Bremim da Montanha (Silene uniflora ssp cratericola), uma sub-espécie endémica que só existe na cratera da Montanha do Pico.
Tudo isto é complementado com uma paisagem de cortar a respiração, onde podem ser observadas todas as ilhas do grupo central, se as condições meteorológicas forem propícias.