Campanha SOS Cagarro 2013

 

A Secretaria Regional dos Recursos Naturais desenvolve anualmente a Campanha SOS Cagarro visando essencialmente, alertar as populações açorianas para a necessidade de preservar uma espécie tão emblemática nos Açores.

Visando a sensibilização para os cuidados mais adequados a observar em situações de encandeamento e atropelamento nas estradas de cagarros jovens, esta secretaria desenvolve várias atividades de sensibilização e educação ambiental junto das escolas desta região, cuja coordenação está a cargo da Rede Regional de Ecotecas. Para além disso, são produzidos materiais promocionais e educativos para distribuição pelos envolvidos na Campanha (voluntários, etc.).

Mais uma vez e nos moldes dos últimos anos o Serviço de Ambiente do Corvo e a Ecoteca promovem sessões de esclarecimento e organizam, em conjunto com entidades parceiras e colaboradores, brigadas de salvamento para a recolha no terreno de cagarros juvenis para libertação na manhã seguinte.Cagarro jun_1_PNC

Recolha de sementes – 2013

 

Noticia Corvo_Recolha_de_Sementes

O Parque Natural do Corvo, com a finalidade de proceder à recolha de espécies nativas e endémicas, vem recolhendo, desde o passado mês de julho, sementes para a Campanha Mais Endémicas de 2013.

A sua recolha destina-se à produção de plantas, que será realizada na Estufa Pedagógica criada no âmbito do Projeto financiado pela Comissão Europeia e pelo Governo dos Açores “Ilhas Santuário para Aves Marinhas”.

Concluído o processo de germinação, as diversas espécies serão transplantadas. Umas irão para a Reserva Biológica do Corvo, outras serão plantadas na Reserva de Altitude. As restantes serão plantadas em diferentes locais da Ilha. O Parque Natural do Corvo realiza ainda a recolha de espécies prioritárias para posterior envio ao Banco de Sementes Regional, sedeado no Jardim Botânico na ilha do Faial.

A época de colheita de sementes depende de várias condicionantes, entre as quais destacam-se: condições edáfo-climáticas, a exposição e as características particulares da espécie em causa.

O processo é conduzido por equipas de campo e técnicos especializados. Estes, com esta recolha e aplicando critérios definidos no Plano Mais Endémicas, contribuem para a conservação da variabilidade genética das populações de plantas.

Até ao momento, já se procedeu à colheita e envio de sementes das seguintes espécies endémicas: Vidália (Azorina vidalii), Pau-branco (Picconia azorica) e Não-me-esqueças (Myosotis maritima).

É nos arquipélagos da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde) que se encontra o mais elevado grau de endemismos da Europa e um dos centros de biodiversidade mais significativos a nível mundial.
Perante tamanho repositório de biodiversidade, com relevância a nível planetário, é imprescindível a sensibilização para a importância da riqueza florística natural dos Açores. É também imprescindível que se tomem sempre as medidas necessárias para a proteção das populações autóctones.

O Corvo em destaque na mostra da Rede Portuguesa de Reservas da Biosfera

Noticia Mostra_Reservas_da_Biosfera


A Assembleia da República, a Comissão Nacional da UNESCO e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, inaugurou no dia 2 de julho, no Átrio do Edifício Novo da Assembleia da República, uma Mostra e Colóquio sobre as Reservas da Biosfera Portuguesas pertencentes à Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO. Esta mostra integrou-se no âmbito das orientações estratégicas do Programa Científico da UNESCO "O Homem e a Biosfera”. Portugal conta com sete Reservas da Biosfera: Boquilobo, Corvo, Graciosa, Flores (nos Açores), Santana (Madeira), Berlengas (Peniche) e a Reserva Transfronteiriça Gerês/Xurés. No sentido de promover e reforçar a coesão e dinâmicas destas Reservas, a Comissão Nacional da UNESCO, criou sob a sua égide, a Rede Portuguesa de Reservas da Biosfera.

No dia 3 de julho teve lugar o Colóquio sob o tema “Reservas da Biosfera: Laboratórios de sustentabilidade”, onde foram apresentadas as sete Reservas da Biosfera e salientadas as atividades desenvolvidas nestes territórios, bem como apresentada a Rede Portuguesa de Reservas da Biosfera e a cooperação estabelecida, no espaço da CPLP.

A delegação dos Açores foi coordenada pelo Engenheiro Emanuel Veríssimo - Diretor de Serviços da Conservação da Natureza, da Direção Regional do Ambiente, que organizou - junto das 3 Reservas da Biosfera dos Açores, Corvo, Graciosa e Flores – a recolha de diverso material promocional, bem como todo o género de material de divulgação disponível. Para além deste material, procedeu-se ao envio de uma grande variedade de produtos regionais, como: vinhos, doces, queijos, biscoitos, pão, ou seja, o que de mais emblemático estivesse disponível em cada uma das Reservas, de forma a proporcionar às personalidades convidadas, um momento de degustação de produtos regionais.

O programa estipulou o dia 3 de julho, como o dia das Reservas dos Açores, cabendo ao stand a responsabilidade de dinamizar e animar o espaço com apontamentos culturais característicos da região.

Esta iniciativa foi, não só, uma excelente promoção para as Reservas da Biosfera dos Açores, como para os produtos que ostentam a sua marca.

Campanha “Açores Entre Mares” – 2013 na ilha do Corvo

 

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Em 2008, o dia 20 de Maio foi instituído como Dia Europeu do Mar, tendo em vista o objetivo de promover uma maior envolvência entre as temáticas marinhas e os cidadãos.

Foi neste enquadramento que em 2010 foi criado o “Açores Entre Mares”. Durante 20 dias, realizam-se na região centenas de ações, que são promovidas e realizadas por diferente entidades, que visam a promoção do conhecimento e da utilização sustentável do Mar dos Açores, programa este coordenado pela Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar.

No âmbito da Campanha “Açores Entre Mares 2013” o Parque Natural do Corvo promoveu 11 atividades (que contaram com a participação de 195 pessoas), que tinha como tema central “Como usar o mar”.

Os eventos decorreram entre 20 de maio e 8 de junho, realizando no primeiro dia um Passeio de Barco à volta da ilha - atividade selecionada para a abertura oficial da campanha deste ano na região. A viagem de barco contou com a participação de cerca de 40 pessoas que tiveram oportunidade de apreciar as belezas naturais, a fauna e a flora existentes no litoral da nossa Ilha, com um aliciante extra, visitar as fajãs que resultaram da derrocada ocorrida em finais de outubro passado, na costa noroeste do Corvo.

Ainda no dia 20, apresentamos uma sessão de cinema aberta ao público, com a exibição do filme “O Grande Milagre”.

Integrou também o calendário de eventos, a visualização do documentário “Os Últimos Baleeiros” dirigido aos utentes do Lar de Idosos, da Santa Casa da Misericórdia; A realização do 2º Censo da Aves Comuns que engloba diversos pontos da Ilha; Visita guiada às instalações da Lotaçor - para os alunos da Pré-primária - Jardim de Infância “Planeta Azul”, bem como os alunos da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira - onde lhes foi apresentado e explicado todo o processo da venda e exportação do pescado ali recebido. Ofereceu-se ainda uma palestra acerca da “Pesca do Atum” e uma Consulta Pública sobre a “Estratégia Nacional para o Mar”.

Pelo segundo ano consecutivo efetuou-se uma limpeza da orla costeira - que privilegiou o Cais e Rolo do Porto da Casa, de onde foram removidos cerca de 500 kg de resíduos das mais diversas tipologias - que contou com a ação empenhada do Corpo Nacional de Escutas (CNE - Corvo) e da Delegação das Obras Públicas das Flores e Corvo, disponibilizando a viatura para o transporte dos resíduos recolhidos.

O nosso destaque vai para a atividade do “Dia Europeu dos Parques Naturais”, que foi assinalado com a realização de um intercâmbio promovido e dinamizado de forma conjunta, pelos Parques Naturais do Corvo e das Flores, atividade que contou com a colaboração da Capitania do Porto das Flores que patrocinou a viagem de barco a 14 florentinos (que deram por bem passado um belo dia de sábado) que através de uma visita guiada, conheceram as belezas da Ilha do Corvo, bem como as áreas protegidas do seu Parque Natural.

No dia 8 de junho e para assinalar o encerramento da campanha, o Parque Natural promoveu um agradável passeio pedestre até à Vigia da Baleia, que se localiza no Pico João de Moura, que contou com a participação de 25 pessoas. Estas após visitarem a referida Vigia, assistiram a uma explicação, proferida pelo Senhor Manuel Rita, que descreveu a função dos vigias, bem como os processos utilizado por estes, para transmitirem aos colegas, a localização da baleia detetada.

As atividades promovidas abrangeram temáticas tão diversas como: Turismo, documentários; processamento de peixe; educação ambiental; Passeio de Barco; Projeção de filmes e documentários sobre baleação; Visitas de estudo; observação de aves e Património baleeiro.


Autor: PNC

Caldeirão – Sítio RAMSAR

 

A riqueza biológica dos Açores, nomeadamente em termos de zonas húmidas, faz com que estes ecossistemas sejam dos mais ricos e produtivos do mundo, sendo a água o seu elemento estruturante. A estes espaços associam-se valores tão diversos, como o controlo de inundações (retenção do excesso de água), a reposição de águas subterrâneas, a regulação do ciclo da água, entre outras.

 

Nos Açores foram oficialmente designados 12 sítios Ramsar, que totalizam aproximadamente 13 mil hectares, que se destacam pela sua raridade no contexto internacional, nomeadamente as zonas húmidas do tipo geotérmico ou turfeiras com vegetação arbórea. Estes enquadram-se plenamente nos objetivos da Convenção Ramsar por serem exemplos representativos de cada tipo de zona húmida presente nesta região biogeográfica e desempenharem um papel importante, ao nível hidrológico, no funcionamento de sistemas completos de bacias hidrográficas ou de costa.


De facto os Açores são uma área primordial no país, não só em termos de extensão de zonas húmidas mas também em diversidade tipológica e grau de conservação das mesmas. Pode-se mesmo dizer que as zonas altas da maioria das ilhas do arquipélago são ocupadas por vegetação húmida, predominantemente turfeiras.


Estas destacam-se igualmente pelos valores culturais, turísticos e recreativos, sendo atualmente, muito procuradas para a prática do ecoturismo.


O Caldeirão do Corvo - graças à riqueza do seu ecossistema, foi classificado em junho de 2008, como Sítio Ramsar – que para além, de uma importante zona húmida é o grande ex-libris desta ilha. A base deste complexo é dominada por um sistema de zonas húmidas e por duas lagoas, alimentadas pela água das chuvas, pela água acumulada nos espessos tufos de musgão (turfeiras) existentes nas vertentes viradas a norte e pela condensação da humidade atmosférica.


As vertentes interiores da caldeira funcionam como um gigantesco funil de coleta de águas que é canalizada para o fundo da Caldeira. A área em causa representa um elevado valor patrimonial. É de salientar que as maiores e mais antigas turfeiras do país existem apenas nas ilhas do Corvo e das Flores. Para além de constituírem um refúgio de espécies endémicas, são uma fonte de suporte hídrico destas ilhas. Estes habitats, pela sua localização geográfica no Atlântico, são também importantes enquanto áreas de descanso e alimentação de aves migratórias. Pelos motivos apresentados – e por que 2013, foi consagrado pelas Nações Unidas, como o Ano Internacional para a Cooperação pela Água - se reitera, o interesse público na proteção de tão importante e sensível ecossistema.


Autor: PNC

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