Produção de plantas endémicas, hortícolas e ervas aromáticas

 

No âmbito do projeto Life “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas” - que decorreu entre 2009 e 2012 – a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) procedeu à instalação de um Estufim, no recinto da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.

A criação deste Estufim visou a produção de plantas endémicas, para posterior plantação na Reserva Biológica do Corvo e Reserva de Altitude, contribuindo desta forma, para a recuperação da cobertura vegetal que em tempos se estendia pela ilha.

Após a realização de algumas atividades junto da Escola, verificou-se que os alunos participavam ativamente nestas ações, pelo que se considerou que fazia todo o sentido que o projeto viesse a contemplar a vertente pedagógica, direcionada para a vertente da educação e sensibilização ambientais, e que a sua integração seria um importante contributo para o sucesso do mesmo.

Terminado o projeto (final de 2012), houve a necessidade de manter aquela estrutura, de forma a dar continuidade à produção de endémicas – agora em menor quantidade - e às ações de cariz pedagógico. Com essa finalidade celebrou-se um “Acordo de Cooperação”, que define as competências que cabem a cada um dos quatro signatários - SPEA, Parque Natural da Ilha do Corvo, na qualidade de representante da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, Câmara Municipal do Corvo e Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.

Estando a decorrer o Plano Pós Life, sob coordenação da SPEA e participação da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através do Parque Natural do Corvo e, uma vez, que a necessidade de produção de endémicas se tornou menor registou-se a libertação de espaço, que poderia ser ocupado por outras espécies.

Assim sendo (para além da produção de endémicas), optamos por produzir hortícolas e plantas aromáticas, de formaEstufa site a criar uma pequena horta biológica, que vai não só, ao encontro da vertente pedagógica, como contribui ainda, para sensibilizar a população local para a importância do consumo de produtos frescos.

A implementação desta nova dinâmica proporcionará, certamente, maior visibilidade ao plano, bem como às ações que se venham a desenvolver.

Autor: Parque Natural do Corvo

Visita guiada à Central Termoelétrica

 

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O Parque Natural do Corvo promoveu no último dia 1 de dezembro, a realização de uma visita guiada à Central Termoelétrica da Ilha, no âmbito das atividades do programa Parque Aberto. A iniciativa visou proporcionar, ao grupo dos cerca de 40 participantes, uma visita às instalações daquela central e, em simultâneo conhecer, in loco, a forma de produção da energia elétrica que abastece os lares corvinos.

A ação, realizada em parceria com a elétrica açoriana, foi coordenada pelo responsável técnico da Central Termoelétrica do Corvo, tendo um dos colaboradores da EDA acompanhado a visita, após a qual o Diretor do Parque Natural - fornecidas algumas indicações sobre a abrangência do projeto “Corvo Sustentável” - sensibilizou os presentes para a importância do aproveitamento dos nossos recursos energéticos renováveis e a necessidade de observarmos (diariamente) práticas conducentes à poupança de energia.

Na sequência destas indicações, procedeu-se à distribuição do magnético “Poupe energia. Poupe o planeta!”. Trata-se de material de sensibilização que integra o projeto TRES, que tem como principal objetivo contribuir para potenciar as energias renováveis nos arquipélagos da Madeira, Açores e Canárias.

A sua inauguração, que aconteceu a 20 de junho de 2007, veio dotar o Corvo de uma Central Termoelétrica equipada com tecnologia que permite o seu funcionamento automático e autónomo, sem a presença humana.

A construção desta moderna central elétrica representa o início de um projeto mais ambicioso, que permitirá o aproveitamento de recursos energéticos endógenos e renováveis, possibilitando assim, que o Corvo venha a reunir condições para dispor de um sistema integrado de energias alternativas que conjugará, para além dos painéis solares (a decorrer a segunda fase da sua instalação e que se insere no projeto Corvo Sustentável), energia eólica e energia hídrica.

Com a conjugação destes recursos, o Corvo atingirá verdadeiramente um projeto sustentável ao nível energético.

Esta iniciativa é um projeto do governo dos Açores, em parceria com a elétrica açoriana EDA e o consórcio Green Islands, um dos principais projetos de investigação do programa MIT- Portugal.

 Autor: Parque Natural do Corvo

Programa Parque Aberto - Encontro Intergeracional no Corvo

O Parque Natural do Corvo promove no próximo sábado, dia 7 de dezembro, um encontro intergeracional, com o objetivo, entre outros, de construir uma árvore de natal com produtos reciclados.

A iniciativa terá lugar no Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia do Corvo e conta com a colaboração do Agrupamento de Escuteiros 1181 e dos utentes deste Lar.

Esta atividade visa ainda promover o intercâmbio de conhecimentos entre gerações - possibilitando desta forma o cruzamento de experiências entre pessoas com idades distintas e em diferentes estádios de desenvolvimento - entre avós e netos - e incentivar à reutilização de materiais reciclados. A árvore ficará exposta no Lar de Idosos ao longo da época natalícia.

Também no âmbito do Programa Parque Aberto, o Parque Natural do Corvo organizou, no domingo, uma visita à Central Termoelétrica da Ilha, onde os participantes tiveram oportunidade de conhecer as instalações e perceber como se produz a energia elétrica na ilha do Corvo. 

Cartaz Parque_Aberto_2013_Corvo_A

 

As potencialidades do Birdwatching no Corvo

 

O Turismo de Natureza é – segundo o Plano Estratégico Nacional de Turismo - um dos 10 produtos em que, prioritariamente deverá assentar a estratégia de desenvolvimento do Turismo Nacional.

Neste contexto, o arquipélago dos Açores reúne caraterísticas únicas, que o colocam no circuito do Birdwatching internacional, referenciando-o, inclusivamente, como um importante local para a observação de aves não nidificantes.

O ano 2005 marcou o início da atividade do Birdwatching na ilha do Corvo, integrando desde então, os roteiros internacionais. Até aí, as aves selvagens no Corvo, apesar de já exploradas, apenas interessavam a alguns curiosos e aos cientistas da Universidade dos Açores que, anualmente visitam a nossa ilha. Merece particular referência o Doutor Luís Monteiro, investigador do DOP, que prematuramente nos deixou.

A “descoberta” do Birdwatching está, curiosamente, ligada a um cancelamento aéreo, verificado no ano anterior. Este contratempo prolongou a estadia de um turista inglês que a aproveita para passear pelos locais mais recônditos da ilha. Este passeio proporciona-lhe a observação de um número considerável de aves de ocorrência acidental. Ele admitiu depois que “jamais imaginaria que aqui observaria estas espécies”. E assim nasceu uma nova atividade improvável e no mais improvável dos locais.

Um observador de aves experiente facilmente reconhece qualquer uma destas aves pela sua silhueta à distância ou por uns segundos de canto.

Esta agradável surpresa motivou-o – agora na companhia de alguns amigos – a regressar ao Corvo (no ano seguinte) com o intuito de realizar a observação de espécies migratórias. Este episódio foi decisivo para a promoção da ilha, tornando-a (desde então) um dos locais de referência para ornitólogos e Birdwatchers.

A sua localização geográfica – que a situa praticamente à mesma distância da Península Ibérica e da Terra Nova – colocam a ilha do Corvo numa das principais rotas migratórias entre a América do Norte e a Europa. A ilha é assim, um espaço de acolhimento natural de diversas espécies, que aqui encontram condições para descansar e se alimentar, podendo fazê-lo por algumas horas, durante semanas ou até meses.

Aliada à boa localização, juntam-se a classificação de Reserva da Biosfera, atribuída pela UNESCO, as potencialidades naturais desta ilha, que integra duas áreas protegidas e Important Bird Areas (IBA) e, o crescimento que este produto vem registando. São importantes argumentos para que o Corvo aposte convictamente neste nicho de mercado. Esta atividade constitui uma oportunidade para os visitantes, mas requer uma crescente preocupação por parte dos agentes económicos e entidades oficiais com a preservação do património natural e a implementação de boas práticas ambientais.

Para que esta potencialidade seja uma realidade perene é necessário assentar a promoção turística desta atividade numa estratégia regional. Pelo exemplo do Corvo, estamos convictos que os recursos ornitológicos podem beneficiar todas as ilhas do arquipélago dos Açores, proteger o seu património natural e beneficiar os agentes económicos. Tudo isto assente no mercado internacional e incluindo a denominada época baixa.


Autor: PNCBirdwatchers _site

Programa Parque Escola – 2013/2014

 

No dia 5 de outubro – Dia Mundial do Professor - a Direção Regional do Ambiente, convidou os professores a se deslocarem aos Centros de Interpretação Ambiental, para conhecerem os Parques Naturais de Ilha e os respetivos programas de educação ambiental, dirigidos aos estabelecimentos de ensino da ilha.

A data foi assinalada pelo Parque Natural da Ilha do Corvo, com a realização de uma sessão de apresentação do programa Parque Escola 2013/2014, que teve lugar no Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo. Este programa reúne um conjunto de propostas complementares às atividades ambientais das Unidades orgânicas, entre as quais se destacam: Visitas de estudo ao Centro de Interpretação Ambiental, saídas de campo às Áreas Protegidas, em particular à Zona Húmida do Caldeirão – Sítio Ramsar, bem como pela dinamização – em contexto de sala de aula - de ações pedagógicas para os diferentes níveis de ensino, da responsabilidade da Ecoteca.

No último ano letivo (2012/2013), foram mais de 400, entre docentes, alunos e auxiliares de educação, os participantes nas 20 ações de educação ambiental promovidas por este Parque Natural.

O Parque Escola está associado a um movimento de motivação e incentivo “Green Spirit Azores”, para que todos os açorianos pertençam a uma geração que conhece, sente e interpreta o ambiente em seu redor e que diariamente recorre a boas práticas ambientais.

Este evento de cariz informal, realizado numa tarde de sábado, visou fomentar o encontro entre a equipa do Parque Natural de Ilha e os professores, de forma a potenciar um trabalho em parceria ao longo do ano letivo que agora se iniciou.

Todos os documentos referentes ao “Parque Escola” estão disponíveis para serem descarregados no portal de educação ambiental da Direção Regional do Ambiente: 

http://www.azores.gov.pt/Gra/srrn-educar/conteudos/livres/Programa+Parque+Escola.htmFoto Parque_Escola