Programa Parque Aberto - Encontro Intergeracional no Corvo

O Parque Natural do Corvo promove no próximo sábado, dia 7 de dezembro, um encontro intergeracional, com o objetivo, entre outros, de construir uma árvore de natal com produtos reciclados.

A iniciativa terá lugar no Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia do Corvo e conta com a colaboração do Agrupamento de Escuteiros 1181 e dos utentes deste Lar.

Esta atividade visa ainda promover o intercâmbio de conhecimentos entre gerações - possibilitando desta forma o cruzamento de experiências entre pessoas com idades distintas e em diferentes estádios de desenvolvimento - entre avós e netos - e incentivar à reutilização de materiais reciclados. A árvore ficará exposta no Lar de Idosos ao longo da época natalícia.

Também no âmbito do Programa Parque Aberto, o Parque Natural do Corvo organizou, no domingo, uma visita à Central Termoelétrica da Ilha, onde os participantes tiveram oportunidade de conhecer as instalações e perceber como se produz a energia elétrica na ilha do Corvo. 

Cartaz Parque_Aberto_2013_Corvo_A

 

As potencialidades do Birdwatching no Corvo

 

O Turismo de Natureza é – segundo o Plano Estratégico Nacional de Turismo - um dos 10 produtos em que, prioritariamente deverá assentar a estratégia de desenvolvimento do Turismo Nacional.

Neste contexto, o arquipélago dos Açores reúne caraterísticas únicas, que o colocam no circuito do Birdwatching internacional, referenciando-o, inclusivamente, como um importante local para a observação de aves não nidificantes.

O ano 2005 marcou o início da atividade do Birdwatching na ilha do Corvo, integrando desde então, os roteiros internacionais. Até aí, as aves selvagens no Corvo, apesar de já exploradas, apenas interessavam a alguns curiosos e aos cientistas da Universidade dos Açores que, anualmente visitam a nossa ilha. Merece particular referência o Doutor Luís Monteiro, investigador do DOP, que prematuramente nos deixou.

A “descoberta” do Birdwatching está, curiosamente, ligada a um cancelamento aéreo, verificado no ano anterior. Este contratempo prolongou a estadia de um turista inglês que a aproveita para passear pelos locais mais recônditos da ilha. Este passeio proporciona-lhe a observação de um número considerável de aves de ocorrência acidental. Ele admitiu depois que “jamais imaginaria que aqui observaria estas espécies”. E assim nasceu uma nova atividade improvável e no mais improvável dos locais.

Um observador de aves experiente facilmente reconhece qualquer uma destas aves pela sua silhueta à distância ou por uns segundos de canto.

Esta agradável surpresa motivou-o – agora na companhia de alguns amigos – a regressar ao Corvo (no ano seguinte) com o intuito de realizar a observação de espécies migratórias. Este episódio foi decisivo para a promoção da ilha, tornando-a (desde então) um dos locais de referência para ornitólogos e Birdwatchers.

A sua localização geográfica – que a situa praticamente à mesma distância da Península Ibérica e da Terra Nova – colocam a ilha do Corvo numa das principais rotas migratórias entre a América do Norte e a Europa. A ilha é assim, um espaço de acolhimento natural de diversas espécies, que aqui encontram condições para descansar e se alimentar, podendo fazê-lo por algumas horas, durante semanas ou até meses.

Aliada à boa localização, juntam-se a classificação de Reserva da Biosfera, atribuída pela UNESCO, as potencialidades naturais desta ilha, que integra duas áreas protegidas e Important Bird Areas (IBA) e, o crescimento que este produto vem registando. São importantes argumentos para que o Corvo aposte convictamente neste nicho de mercado. Esta atividade constitui uma oportunidade para os visitantes, mas requer uma crescente preocupação por parte dos agentes económicos e entidades oficiais com a preservação do património natural e a implementação de boas práticas ambientais.

Para que esta potencialidade seja uma realidade perene é necessário assentar a promoção turística desta atividade numa estratégia regional. Pelo exemplo do Corvo, estamos convictos que os recursos ornitológicos podem beneficiar todas as ilhas do arquipélago dos Açores, proteger o seu património natural e beneficiar os agentes económicos. Tudo isto assente no mercado internacional e incluindo a denominada época baixa.


Autor: PNCBirdwatchers _site

Programa Parque Escola – 2013/2014

 

No dia 5 de outubro – Dia Mundial do Professor - a Direção Regional do Ambiente, convidou os professores a se deslocarem aos Centros de Interpretação Ambiental, para conhecerem os Parques Naturais de Ilha e os respetivos programas de educação ambiental, dirigidos aos estabelecimentos de ensino da ilha.

A data foi assinalada pelo Parque Natural da Ilha do Corvo, com a realização de uma sessão de apresentação do programa Parque Escola 2013/2014, que teve lugar no Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo. Este programa reúne um conjunto de propostas complementares às atividades ambientais das Unidades orgânicas, entre as quais se destacam: Visitas de estudo ao Centro de Interpretação Ambiental, saídas de campo às Áreas Protegidas, em particular à Zona Húmida do Caldeirão – Sítio Ramsar, bem como pela dinamização – em contexto de sala de aula - de ações pedagógicas para os diferentes níveis de ensino, da responsabilidade da Ecoteca.

No último ano letivo (2012/2013), foram mais de 400, entre docentes, alunos e auxiliares de educação, os participantes nas 20 ações de educação ambiental promovidas por este Parque Natural.

O Parque Escola está associado a um movimento de motivação e incentivo “Green Spirit Azores”, para que todos os açorianos pertençam a uma geração que conhece, sente e interpreta o ambiente em seu redor e que diariamente recorre a boas práticas ambientais.

Este evento de cariz informal, realizado numa tarde de sábado, visou fomentar o encontro entre a equipa do Parque Natural de Ilha e os professores, de forma a potenciar um trabalho em parceria ao longo do ano letivo que agora se iniciou.

Todos os documentos referentes ao “Parque Escola” estão disponíveis para serem descarregados no portal de educação ambiental da Direção Regional do Ambiente: 

http://www.azores.gov.pt/Gra/srrn-educar/conteudos/livres/Programa+Parque+Escola.htmFoto Parque_Escola

Campanha SOS Cagarro 2013

 

A Secretaria Regional dos Recursos Naturais desenvolve anualmente a Campanha SOS Cagarro visando essencialmente, alertar as populações açorianas para a necessidade de preservar uma espécie tão emblemática nos Açores.

Visando a sensibilização para os cuidados mais adequados a observar em situações de encandeamento e atropelamento nas estradas de cagarros jovens, esta secretaria desenvolve várias atividades de sensibilização e educação ambiental junto das escolas desta região, cuja coordenação está a cargo da Rede Regional de Ecotecas. Para além disso, são produzidos materiais promocionais e educativos para distribuição pelos envolvidos na Campanha (voluntários, etc.).

Mais uma vez e nos moldes dos últimos anos o Serviço de Ambiente do Corvo e a Ecoteca promovem sessões de esclarecimento e organizam, em conjunto com entidades parceiras e colaboradores, brigadas de salvamento para a recolha no terreno de cagarros juvenis para libertação na manhã seguinte.Cagarro jun_1_PNC

Recolha de sementes – 2013

 

Noticia Corvo_Recolha_de_Sementes

O Parque Natural do Corvo, com a finalidade de proceder à recolha de espécies nativas e endémicas, vem recolhendo, desde o passado mês de julho, sementes para a Campanha Mais Endémicas de 2013.

A sua recolha destina-se à produção de plantas, que será realizada na Estufa Pedagógica criada no âmbito do Projeto financiado pela Comissão Europeia e pelo Governo dos Açores “Ilhas Santuário para Aves Marinhas”.

Concluído o processo de germinação, as diversas espécies serão transplantadas. Umas irão para a Reserva Biológica do Corvo, outras serão plantadas na Reserva de Altitude. As restantes serão plantadas em diferentes locais da Ilha. O Parque Natural do Corvo realiza ainda a recolha de espécies prioritárias para posterior envio ao Banco de Sementes Regional, sedeado no Jardim Botânico na ilha do Faial.

A época de colheita de sementes depende de várias condicionantes, entre as quais destacam-se: condições edáfo-climáticas, a exposição e as características particulares da espécie em causa.

O processo é conduzido por equipas de campo e técnicos especializados. Estes, com esta recolha e aplicando critérios definidos no Plano Mais Endémicas, contribuem para a conservação da variabilidade genética das populações de plantas.

Até ao momento, já se procedeu à colheita e envio de sementes das seguintes espécies endémicas: Vidália (Azorina vidalii), Pau-branco (Picconia azorica) e Não-me-esqueças (Myosotis maritima).

É nos arquipélagos da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde) que se encontra o mais elevado grau de endemismos da Europa e um dos centros de biodiversidade mais significativos a nível mundial.
Perante tamanho repositório de biodiversidade, com relevância a nível planetário, é imprescindível a sensibilização para a importância da riqueza florística natural dos Açores. É também imprescindível que se tomem sempre as medidas necessárias para a proteção das populações autóctones.