O Parque Natural do Corvo participou no Workshop - Anilhagem de Aves Marinhas

 

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No âmbito da Campanha SOS Cagarro 2014, realizou-se na ilha das Flores, entre os dias 31 de outubro e 1 de novembro, um Workshop sobre “Anilhagem de Aves Marinhas”, em particular do Cagarro (Calonectris borealis). O Parque Natural do Corvo fez deslocar à vizinha ilha das Flores, um dos seus colaboradores para frequentar esta formação, promovendo desta forma, a valorização profissional dos seus recursos humanos e o reforço da eficiência do serviço.
Para além da colaboração científica do DOP - Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, esta iniciativa, promovida pela Direção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM) em parceria com os Parques Naturais de Ilha das Flores, Corvo, Terceira, São Miguel e Azorina S.A., teve ainda o apoio do Serviço Florestal das Flores e do Corvo (SFFC) que cedeu as suas instalações para a sessão prática de anilhagem, que se realizou em Santa Cruz das Flores. A formação foi ministrada pela Doutora Verónica Neves, do IMAR – Centro do IMAR da Universidade dos Açores, que contou com a participação de 5 formandos.
A anilhagem constitui uma ferramenta indispensável para o estudo científico das aves e das suas migrações. Fica, deste modo, disponível informação crucial para orientar medidas de conservação e de defesa daquela espécie.

Parque Natural do Corvo

Atividade Parque Aberto - Exibição do Documentário "A Natureza dos Açores"

Corvo

No âmbito do Programa Parque Aberto, o Parque Natural do Corvo inicia o ano de 2015 com a exibição de um documentário intitulado "A Natureza dos Açores", no Centro de Convívio da Santa Casa da Misericórdia do Corvo, no próximo dia 22 de janeiro, às 20h30.

O pequeno filme leva-nos a viajar pelo Arquipélago dos Açores e a conhecer a beleza natural de cada ilha.

No final, perceberá a importância da conservação da natureza e do património natural da Região.

Não perca esta oportunidade e venha desfrutar de um serão diferente!

O Parque Natural do Corvo disponibiliza estrutura para recolha de Cagarros

 

Caixa Madeira_SOS_editada

O Centro de Interpretação Ambiental, além de funcionar como ponto de partida dos voluntários para as Brigadas de salvamento, é também, o local onde se desenrolam as principais atividades relacionadas com a Campanha SOS Cagarro.
Ao longo das últimas campanhas fomos percebendo que havia necessidade de criar uma estrutura de apoio para colocar em local público, onde os voluntários pudessem depositar os juvenis resgatados. Com o objetivo de dar resposta a essa necessidade, o Parque Natural do Corvo procedeu à colocação de uma estrutura em madeira, onde se disponibilizam dez (10) caixas, para ‘alojar’ os cagarros salvos. Na manhã seguinte, as aves são recolhidas pelos técnicos do Parque Natural, para posterior anilhagem e recolha de dados biométricos.
Com aquele equipamento (localizado no centro da Vila, mais precisamente no Largo do Ribeirão), cria-se mais uma alternativa, para que os voluntários passem a dispor de um local, onde a qualquer hora podem depositar as aves resgatadas.
A esta iniciativa soma-se a preciosa colaboração das entidades parceiras, muitas das quais desde há vários anos têm contribuído decisivamente para que a Campanha SOS Cagarro, seja um exemplo de sucesso e de participação cívica no domínio da conservação da natureza. Entre essas entidades destacamos, a Câmara Municipal do Corvo, a Empresa Portos dos Açores, S.A., a Eletricidade dos Açores (EDA), e a Paróquia do Corvo, que durante a Campanha, se prontificam a efetuar a redução da intensidade luminosa, ou da diminuição do horário de iluminação, de modo a minimizar o impacto desses dispositivos nas aves.
Esta e outras ações, que temos implementado, visam sensibilizar a população do Corvo para a necessidade de conservar uma espécie que aqui regista uma importante colónia de casais reprodutores de cagarros, segundo estudos recentes, o seu número ultrapassará os 10 000 casais.
Estes números devem servir de incentivo para a implementação de medidas efetivas de conservação da natureza e sensibilização ambiental.

Autor: Parque Natural

Parque Natural do Corvo elimina ponto crítico de queda de Cagarros

 

ETAR modif
O Parque Natural do Corvo em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) procedeu à colocação de uma rede de proteção, no tanque de maiores dimensões da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Corvo. A colocação da rede de proteção naquele equipamento, onde têm ocorrido diversas mortes de juvenis de Cagarro, permitirá eliminar um dos locais que maior perigo oferece a esta ave marinha. Esta iniciativa contribuirá decisivamente para a redução dos impactos das atividades humanas nos juvenis de Cagarro.
Pretende-se, assim, que a Campanha SOS Cagarro, uma das mais antigas da Região Autónoma dos Açores, e com reconhecido sucesso, dê um importante contributo para a promoção da sustentabilidade do arquipélago, através de ações inclusivas de conservação ambiental e em particular da espécie Calonectris borealis.

Autor: Parque Natural do Corvo

O Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Corvo tem novo inquilino

 

Milhafre
O Centro de Recuperação de Aves Selvagens (CRAS) recebeu um Milhafre juvenil (Buteo buteo rothschildi), enviado pelo Serviço de Ambiente da Terceira. O transporte da ave para o Corvo contou com o apoio da transportadora aérea regional – SATA Air Açores – que desenvolveu as diligências necessárias para a transferência em segurança e conforto da debilitada ave.

A criação do CRAS surgiu na sequência de uma iniciativa de dois cidadãos do Corvo, imediatamente apoiada pelo Governo Regional. Desta forma, dotou-se os Açores de uma estrutura, única no arquipélago, para recuperar e reabilitar aves selvagens. Este Centro desenvolve também importantes ações ao nível da educação ambiental e da preservação de espécies. O equipamento integra um espaço com as condições adequadas ao tratamento das aves e inclui também um espaço exterior (ampliado em finais de 2012), onde se disponibilizam as condições adequadas à recuperação e reabilitação das espécies. É aqui que se processa a transição entre o cativeiro e a liberdade. O centro pode ser visitado, bastando para tal, que os interessados se dirijam aos serviços do Parque Natural do Corvo, para previamente efetuarem a marcação.

A ave foi recolhida por um particular da Ilha Terceira, que a reencaminhou para uma Clínica de Veterinária da cidade de Angra do Heroísmo – para que esta fosse tratada ao ferimento que apresentava numa das asas. Esta clínica prestou graciosamente os cuidados médicos durante o período em que a ave permaneceu naquela ilha.

O animal apresentava falta de penas primárias e secundárias, motivo provável para a impossibilidade de voar. Foi esta deficiência que justificou o seu envio para o CRAS, onde realizará a sua recuperação e reabilitação. Apenas desta forma se poderá garantir que o seu regresso ao habitat natural aconteça com sucesso. Como esta espécie não ocorre naturalmente no Corvo e nas Flores, é imprescindível que a ave seja devolvida à natureza numa das restantes ilhas dos Açores, onde é comum, e, preferencialmente, na mesma unidade geográfica em que foi encontrada.

Esta ave de rapina, cuja subespécie é endémica dos Açores, reproduz-se em zonas florestais ou pequenos bosques na proximidade de prados, pastagens, campos agrícolas e outros. Alimenta-se de ratos, aves, coelhos, répteis, anfíbios, insetos e minhocas. Para além da beleza do seu voo e espetacularidade do seu grito, o milhafre é um importante elemento estruturante do ecossistema terrestre das ilhas dos grupos Central e Oriental dos Açores. Estas razões justificam a sua proteção no arquipélago dos Açores, o que impossibilita a sua caça e obriga a que sejam desenvolvidos esforços para a sua proteção ativa.

Autor: Parque Natural