O Parque Natural do Corvo disponibiliza estrutura para recolha de Cagarros

 

Caixa Madeira_SOS_editada

O Centro de Interpretação Ambiental, além de funcionar como ponto de partida dos voluntários para as Brigadas de salvamento, é também, o local onde se desenrolam as principais atividades relacionadas com a Campanha SOS Cagarro.
Ao longo das últimas campanhas fomos percebendo que havia necessidade de criar uma estrutura de apoio para colocar em local público, onde os voluntários pudessem depositar os juvenis resgatados. Com o objetivo de dar resposta a essa necessidade, o Parque Natural do Corvo procedeu à colocação de uma estrutura em madeira, onde se disponibilizam dez (10) caixas, para ‘alojar’ os cagarros salvos. Na manhã seguinte, as aves são recolhidas pelos técnicos do Parque Natural, para posterior anilhagem e recolha de dados biométricos.
Com aquele equipamento (localizado no centro da Vila, mais precisamente no Largo do Ribeirão), cria-se mais uma alternativa, para que os voluntários passem a dispor de um local, onde a qualquer hora podem depositar as aves resgatadas.
A esta iniciativa soma-se a preciosa colaboração das entidades parceiras, muitas das quais desde há vários anos têm contribuído decisivamente para que a Campanha SOS Cagarro, seja um exemplo de sucesso e de participação cívica no domínio da conservação da natureza. Entre essas entidades destacamos, a Câmara Municipal do Corvo, a Empresa Portos dos Açores, S.A., a Eletricidade dos Açores (EDA), e a Paróquia do Corvo, que durante a Campanha, se prontificam a efetuar a redução da intensidade luminosa, ou da diminuição do horário de iluminação, de modo a minimizar o impacto desses dispositivos nas aves.
Esta e outras ações, que temos implementado, visam sensibilizar a população do Corvo para a necessidade de conservar uma espécie que aqui regista uma importante colónia de casais reprodutores de cagarros, segundo estudos recentes, o seu número ultrapassará os 10 000 casais.
Estes números devem servir de incentivo para a implementação de medidas efetivas de conservação da natureza e sensibilização ambiental.

Autor: Parque Natural

Parque Natural do Corvo elimina ponto crítico de queda de Cagarros

 

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O Parque Natural do Corvo em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) procedeu à colocação de uma rede de proteção, no tanque de maiores dimensões da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Corvo. A colocação da rede de proteção naquele equipamento, onde têm ocorrido diversas mortes de juvenis de Cagarro, permitirá eliminar um dos locais que maior perigo oferece a esta ave marinha. Esta iniciativa contribuirá decisivamente para a redução dos impactos das atividades humanas nos juvenis de Cagarro.
Pretende-se, assim, que a Campanha SOS Cagarro, uma das mais antigas da Região Autónoma dos Açores, e com reconhecido sucesso, dê um importante contributo para a promoção da sustentabilidade do arquipélago, através de ações inclusivas de conservação ambiental e em particular da espécie Calonectris borealis.

Autor: Parque Natural do Corvo

O Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Corvo tem novo inquilino

 

Milhafre
O Centro de Recuperação de Aves Selvagens (CRAS) recebeu um Milhafre juvenil (Buteo buteo rothschildi), enviado pelo Serviço de Ambiente da Terceira. O transporte da ave para o Corvo contou com o apoio da transportadora aérea regional – SATA Air Açores – que desenvolveu as diligências necessárias para a transferência em segurança e conforto da debilitada ave.

A criação do CRAS surgiu na sequência de uma iniciativa de dois cidadãos do Corvo, imediatamente apoiada pelo Governo Regional. Desta forma, dotou-se os Açores de uma estrutura, única no arquipélago, para recuperar e reabilitar aves selvagens. Este Centro desenvolve também importantes ações ao nível da educação ambiental e da preservação de espécies. O equipamento integra um espaço com as condições adequadas ao tratamento das aves e inclui também um espaço exterior (ampliado em finais de 2012), onde se disponibilizam as condições adequadas à recuperação e reabilitação das espécies. É aqui que se processa a transição entre o cativeiro e a liberdade. O centro pode ser visitado, bastando para tal, que os interessados se dirijam aos serviços do Parque Natural do Corvo, para previamente efetuarem a marcação.

A ave foi recolhida por um particular da Ilha Terceira, que a reencaminhou para uma Clínica de Veterinária da cidade de Angra do Heroísmo – para que esta fosse tratada ao ferimento que apresentava numa das asas. Esta clínica prestou graciosamente os cuidados médicos durante o período em que a ave permaneceu naquela ilha.

O animal apresentava falta de penas primárias e secundárias, motivo provável para a impossibilidade de voar. Foi esta deficiência que justificou o seu envio para o CRAS, onde realizará a sua recuperação e reabilitação. Apenas desta forma se poderá garantir que o seu regresso ao habitat natural aconteça com sucesso. Como esta espécie não ocorre naturalmente no Corvo e nas Flores, é imprescindível que a ave seja devolvida à natureza numa das restantes ilhas dos Açores, onde é comum, e, preferencialmente, na mesma unidade geográfica em que foi encontrada.

Esta ave de rapina, cuja subespécie é endémica dos Açores, reproduz-se em zonas florestais ou pequenos bosques na proximidade de prados, pastagens, campos agrícolas e outros. Alimenta-se de ratos, aves, coelhos, répteis, anfíbios, insetos e minhocas. Para além da beleza do seu voo e espetacularidade do seu grito, o milhafre é um importante elemento estruturante do ecossistema terrestre das ilhas dos grupos Central e Oriental dos Açores. Estas razões justificam a sua proteção no arquipélago dos Açores, o que impossibilita a sua caça e obriga a que sejam desenvolvidos esforços para a sua proteção ativa.

Autor: Parque Natural

Parque Aberto - Visita à Casa do Bote Baleeiro

 

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O Parque Natural do Corvo promoveu, no âmbito do programa Parque Aberto, uma visita guiada à recém-construída “Casa do Bote”, equipamento que perpetuará a memória histórica do passado baleeiro do Corvo.

Instalado junto do espaço cultural - Multiusos do Corvo, dispõe de três computadores, que conduzem os visitantes até às vivências do passado na ilha através de mais de 500 fotografias do príncipe Alberto I do Mónaco, recolhidas aquando das visitas que este efetuou aos Açores.

A Casa do Bote foi construída com madeira de pinho, de forma a recuperar o traçado das antigas casas de botes baleeiros, caraterísticas dos Capelinhos, na ilha do Faial, sendo o chão em pedra de calhau rolado.

Na atividade realizada sábado, dia 15 de março, os visitantes puderam apreciar um bote baleeiro construído em 1965 de nome “O Corvino”, em honra de um antigo bote da ilha, e que foi adquirido pela autarquia Corvina na ilha Graciosa e recuperado na ilha do Pico, de forma a preservar a memória histórica do passado baleeiro do Corvo.

Os participantes - que ultrapassaram as três dezenas -, além de visitarem as instalações daquela casa, puderam assistir à explicação proferida pelo antigo autarca Manuel Rita sobre as diferentes secções, bem como a forma de navegar desta emblemática embarcação que se destacou na faina à baleia, que durante décadas foi particularmente importante para a sobrevivência de muitas famílias nas 9 ilhas açorianas.

A atividade contou com as parcerias do Corpo Nacional de Escutas (CNE) - Agrupamento 1181 do Corvo, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e Câmara Municipal do Corvo, através do programa “Corvo em Movimento”.

A Zona Húmida do Caldeirão

 

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Graças à importância do seu ecossistema, o Caldeirão do Corvo (classificado em 2008, como sítio RAMSAR) integra o grupo das 31 Zonas Húmidas de Importância Internacional existentes em Portugal. A base deste complexo é dominada por um sistema de zonas húmidas e por duas lagoas, alimentadas pela água das chuvas, pela água acumulada nos espessos tufos de musgão (turfeiras Sphagnum spp.) existentes nas vertentes viradas a norte e pela condensação da humidade atmosférica.

A riqueza biológica dos Açores, nomeadamente em termos de zonas húmidas, faz com que estes ecossistemas sejam dos mais ricos e produtivos do mundo, sendo a água o seu elemento estruturante. A estes espaços associam-se valores tão diversos, como o controlo de inundações (retenção de água), a reposição de águas subterrâneas, a regulação do ciclo da água, entre outros.

Estes habitats, pela sua localização geográfica no Atlântico, são também importantes enquanto áreas de descanso e alimentação de aves migratórias, e destacam-se, igualmente, pelos valores culturais, turísticos e recreativos, sendo atualmente, muito procuradas para a prática do ecoturismo.

Considerando todo esse interesse, o Parque Natural do Corvo promove várias ações de divulgação, e sensibilização, nomeadamente visitas como a realizada a propósito do Dia Mundial das Zonas Húmidas, inserida no âmbito do programa Parque Aberto e que teve como objetivo dar a conhecer aos participantes a importância das turfeiras.

Os participantes, mais de duas dezenas, aproveitaram uma tarde de sábado para visitarem o Morro dos Homens, no rebordo sul do Caldeirão, com 718 metros de altura acima do nível médio do mar, ficando assim, a conhecer uma área com elevado valor patrimonial.

É de salientar que as maiores e mais antigas turfeiras do país existem apenas nas ilhas do Corvo e das Flores, sendo do interesse público a proteção de tão importante e sensível ecossistema.