Atafona do Corvo

 

É um moinho movido à mão ou pela força de um animal (mula, burro, boi, etc.) e cuja roda motora se encontra num plano horizontal junto ao chão. Situa-se dentro duma habitação muitas vezes a residência do atafoneiro. Estes edifícios apresentam, por vezes, formas incertas e irregulares, resultantes da necessidade de conjugar as especificidades da casa com a adaptação ao terreno disponível.


Estas construções eram particularmente usadas em locais com escassez de água ou vento e, como tal podiam ser instaladas no meio do casario não dependendo portanto, da existência inconstante da água ou do vento.


Nas ilhas dos Açores, o modo de funcionamento dos engenhos de moagem é semelhante. É um engenho mecânico de propulsão animal, em madeira, composto por um pião no qual encaixa a ganga impulsionadora de todo o movimento: uma roda motriz cujos dentes põem em funcionamento um carrete de transmissão que, por sua vez, recebe e transforma a força horizontal em vertical, transmitindo o movimento a um veio de ferro direto às mós - sistema designado por transmissão direta.


A produção de farinha no arquipélago remonta aos primeiros tempos do povoamento.


No Corvo, assim como no restante arquipélago, as atafonas eram puxadas por bois - frequentemente o atafoneiro recorria ao trabalho de dois animais, no caso de um fraquejar, avançaria o outro. Estas eram instaladas numa dependência própria, localmente também conhecida como atafona.


A preservação deste equipamento – numa ilha que é Reserva da Biosfera – é uma homenagem à harmonia entre a vivência do Homem e o Meio.


As atafonas foram ao longo de muitos anos, até ao aparecimento das moagens mecânicas, o principal processo de farinação ao dispor da população da ilha. Até então, o Corvo dispunha de 6 atafonas.


Esta construção em alvenaria de pedra aparentemente robusta e pouco elaborada apresenta uma planta irregular. O edifício possui duas aberturas, uma porta a nascente e uma pequena janela a poente. A reabilitação da última atafona do Corvo, após a sua aquisição pela Região, constitui mais um motivo de interesse para quem visita a ilha. Para conhecer este espaço dirija-se ao Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo, ou contate-nos através do telefone 292 596 051.

Atafona a_remeter

Centro de Recuperação de Aves Selvagens recebe coruja-das-neves

 

Uma coruja-das-neves, também designada por coruja-do-ártico (Bubo scandiacus), espécie raramente avistada nos Açores, foi resgatada na ilha das Flores e depois transferida para o Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Parque Natural do Corvo, onde se encontra em recuperação até poder ser libertada.

Esta ave de rapina que habita as regiões geladas dos EUA, Canadá e Norte da Europa, além do Ártico, vive na tundra aberta, desde a orla das florestas até ao limite dos mares polares, e no inverno percorre longas distâncias para sul.

A ave, encontrada na Fajã Grande por um habitante local, foi recolhida por técnicos dos Serviços de Ambiente das Flores e examinada pelo veterinário da Câmara Municipal das Lajes.

Depois de estabilizada, a coruja foi transferida para o Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Parque Natural do Corvo, um espaço vocacionado para a recuperação, reabilitação e reintrodução na natureza de aves selvagens.

A ave, que não tem ferimentos, apresenta um problema nas penas caudais que, para já, a impede de voar normalmente, pelo que permanecerá no Centro de Recuperação de Aves Selvagens até estar em condições de voar.

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A comemoração do “Dia Mundial da Árvore e da Floresta” no Corvo

 

PNA

O Parque Natural do Corvo comemorou o “Dia Mundial da Árvore e da Floresta”, promovendo uma plantação de flora autóctone, aberta ao voluntariado, designada “Mais Endémicas na Vila”.

A atividade – que integra o programa Parque Aberto - foi realizada a 21 de março, em colaboração com o Serviço Florestal das Flores e do Corvo e com as parcerias da Câmara Municipal, Corpo Nacional de Escutas - Agrupamento 1181 do Corvo e SPEA.

Esta ação de sensibilização ambiental, especificamente, de plantação de flora autóctone, visou a promoção e preservação da biodiversidade da ilha. Os participantes tiveram assim, oportunidade - através da plantação de uma endémica - de deixar a sua marca na Vila.

Aquele dia foi também assinalado pelo Parque Natural do Corvo, junto dos estabelecimentos de ensino da Ilha, no dia 19 de março, com a plantação de 15 árvores no recinto da Creche e Jardim de Infância “Planeta Azul”. Atividade inserida no Programa Parque Escola 2014/2015.

No dia seguinte (20 de março), o Parque Natural do Corvo comemorou a efeméride, promovendo a plantação de cerca 2 dezenas de árvores, junto da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira, no âmbito do Programa Eco-Escolas. Ambas as iniciativas contaram com a colaboração da SPEA.
E para concluir as ações comemorativas do “Dia Mundial da Árvore e Floresta”, o Parque Natural do Corvo e a SPEA promoveram uma ação de arborização e reflorestação na Reserva Biológica do Corvo – local que vem sendo intervencionado no âmbito do projeto After-Life “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas” - onde foram plantadas mais de 180 árvores. E por que o tempo é de férias, contamos com a participação de alguns jovens voluntários, dando o seu contributo para a recuperação daquele habitat. A iniciativa contou com a colaboração do CNE (que participou com alguns dos seus elementos) e da Autarquia, que disponibilizou uma viatura para o transporte do plantio.

No conjunto das diversas ações realizadas, foram plantadas mais de 300 árvores, nomeadamente, dois endemismos açorianos, Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) e Urze (Erica azorica).

Mais Endémicas na Vila

 

Foto E-News_Siaram

Apareça no próximo sábado, dia 21 de março, pelas 14h00 no Largo do Ribeirão e venha comemorar o “Dia Mundial da Árvore e da Floresta” plantando uma espécie endémica e aproveite a oportunidade para deixar a sua marca na Vila.

Esta ação de sensibilização ambiental, especificamente, de plantação de flora autóctone, visa a promoção e preservação da biodiversidade da ilha.

A atividade – que integra o programa Parque Aberto – é promovida pela Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, através do Parque Natural do Corvo, e conta com a colaboração do Serviço Florestal das Flores e do Corvo, da SPEA, do CNE/Corvo e da Câmara Municipal.

Recomenda-se que os participantes se previnam com vestuário impermeável e calçado de campo.

Os participantes serão orientados por funcionários do Parque Natural, sendo-lhes disponibilizado no local o plantio, fornecido pelo Serviço Florestal, bem como o material necessário à realização da atividade.

“A Natureza dos Açores” - Projeção do documentário

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O Parque Natural do Corvo iniciou o Programa Parque Aberto – 2015, com a exibição de um documentário intitulado “A Natureza dos Açores”, que se realizou no dia 22 de janeiro, no Centro de Interpretação Ambiental.

A temática do documentário proporcionou, terminada a exibição, uma agradável troca de ideias e de opiniões entre os participantes, que perceberam a importância da conservação da natureza e do património natural do Arquipélago dos Açores.

Este pequeno documentário integra o Kit escolar “Biodiversidade dos Açores” produzido em 2012 e distribuído pelos estabelecimentos de ensino da Região. A Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, através da Direção Regional do Ambiente, tem investido na obtenção de recursos multimédia para a promoção de conteúdos ambientais regionais. Para além dos diversos portais temáticos relacionados com as suas áreas de atuação (Conservação da Natureza, Resíduos, Ordenamento do Território, Recursos Hídricos e Educação Ambiental) o portal SIARAM (sentir e interpretar o ambiente dos Açores) disponibiliza todos os seus conteúdos multimédia, vídeos, áudios e fotografias.

Parque Natural do Corvo