Visitando a Zona Húmida do Caldeirão

 

 

corvo zona_humida

O Parque Natural em parceria com a Câmara Municipal do Corvo, o Corpo Nacional de Escutas e a SPEA, comemoram o Dia Mundial das Zonas Húmidas, promovendo no dia 7 de fevereiro, uma visita guiada à zona húmida do Caldeirão, onde os participantes podem observar um importante e significativo ecossistema.

Este complexo é dominado por um sistema de zonas húmidas e por duas lagoas alimentadas pelas chuvas e pela água acumulada nos espessos tufos de musgão (turfeiras Sphagnum spp.). Esta área representa um elevado valor natural, cultural e turístico, sendo atualmente muito procurado para a prática do ecoturismo.

O ponto de encontro será no Largo do Ribeirão pelas 14h30 e a atividade terá aproximadamente 1 hora. Aconselha-se o uso de vestuário e calçado adequados.

A atividade é gratuita e não necessita de inscrição.

Contamos consigo.

Árvores Vestidas por Nós

corvo arvores1

No âmbito do Parque Aberto, o Parque Natural em parceria com a Santa Casa da Misericórdia e o CNE (Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 1181 do Corvo), iniciaram no passado mês de novembro trabalhos de crochet e tricot coloridos.

 

O grupo, composto por cerca de 15 participantes, é muito heterogéneo, integrando pessoas de várias idades.

Após a conclusão dos trabalhos, estes serão colocados em algumas árvores da Vila no dia 23 de janeiro, onde se manterão ao longo dos próximos meses.

A iniciativa tem como tema o respeito pela natureza e visa sensibilizar a comunidade para a importância da preservação da vegetação natural, em particular das espécies autóctones.

Atafona do Corvo

 

É um moinho movido à mão ou pela força de um animal (mula, burro, boi, etc.) e cuja roda motora se encontra num plano horizontal junto ao chão. Situa-se dentro duma habitação muitas vezes a residência do atafoneiro. Estes edifícios apresentam, por vezes, formas incertas e irregulares, resultantes da necessidade de conjugar as especificidades da casa com a adaptação ao terreno disponível.


Estas construções eram particularmente usadas em locais com escassez de água ou vento e, como tal podiam ser instaladas no meio do casario não dependendo portanto, da existência inconstante da água ou do vento.


Nas ilhas dos Açores, o modo de funcionamento dos engenhos de moagem é semelhante. É um engenho mecânico de propulsão animal, em madeira, composto por um pião no qual encaixa a ganga impulsionadora de todo o movimento: uma roda motriz cujos dentes põem em funcionamento um carrete de transmissão que, por sua vez, recebe e transforma a força horizontal em vertical, transmitindo o movimento a um veio de ferro direto às mós - sistema designado por transmissão direta.


A produção de farinha no arquipélago remonta aos primeiros tempos do povoamento.


No Corvo, assim como no restante arquipélago, as atafonas eram puxadas por bois - frequentemente o atafoneiro recorria ao trabalho de dois animais, no caso de um fraquejar, avançaria o outro. Estas eram instaladas numa dependência própria, localmente também conhecida como atafona.


A preservação deste equipamento – numa ilha que é Reserva da Biosfera – é uma homenagem à harmonia entre a vivência do Homem e o Meio.


As atafonas foram ao longo de muitos anos, até ao aparecimento das moagens mecânicas, o principal processo de farinação ao dispor da população da ilha. Até então, o Corvo dispunha de 6 atafonas.


Esta construção em alvenaria de pedra aparentemente robusta e pouco elaborada apresenta uma planta irregular. O edifício possui duas aberturas, uma porta a nascente e uma pequena janela a poente. A reabilitação da última atafona do Corvo, após a sua aquisição pela Região, constitui mais um motivo de interesse para quem visita a ilha. Para conhecer este espaço dirija-se ao Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo, ou contate-nos através do telefone 292 596 051.

Atafona a_remeter

Centro de Recuperação de Aves Selvagens recebe coruja-das-neves

 

Uma coruja-das-neves, também designada por coruja-do-ártico (Bubo scandiacus), espécie raramente avistada nos Açores, foi resgatada na ilha das Flores e depois transferida para o Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Parque Natural do Corvo, onde se encontra em recuperação até poder ser libertada.

Esta ave de rapina que habita as regiões geladas dos EUA, Canadá e Norte da Europa, além do Ártico, vive na tundra aberta, desde a orla das florestas até ao limite dos mares polares, e no inverno percorre longas distâncias para sul.

A ave, encontrada na Fajã Grande por um habitante local, foi recolhida por técnicos dos Serviços de Ambiente das Flores e examinada pelo veterinário da Câmara Municipal das Lajes.

Depois de estabilizada, a coruja foi transferida para o Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Parque Natural do Corvo, um espaço vocacionado para a recuperação, reabilitação e reintrodução na natureza de aves selvagens.

A ave, que não tem ferimentos, apresenta um problema nas penas caudais que, para já, a impede de voar normalmente, pelo que permanecerá no Centro de Recuperação de Aves Selvagens até estar em condições de voar.

3