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Vulcão dos Capelinhos

Trilho Capelinhos2

A erupção do vulcão dos Capelinhos, iniciada em 1957 na ponta oeste da ilha, levou à criação de uma paisagem com características únicas, de aspeto quase lunar. O fenómeno destaca-se não só pela sua singularidade, mas também pelo conjunto de transformações sociais e culturais que acarretou.

Caminhando sobre cinzas vulcânicas descobre-se uma paisagem cinzenta que tão bem representa o sentimento de desolação vivido pelas populações locais entre 1957 e 1958. Ao longo do trilho revelam-se importantes elementos da geodiversidade que permitem perceber o comportamento deste vulcão ao longo dos treze meses de atividade vulcânica. As cinzas caracterizam a primeira fase da erupção, uma fase submarina, e resultam do contacto da lava, a elevadas temperaturas, com a água fria do mar. As bombas vulcânicas e as escoadas lávicas são testemunhos de uma fase terrestre (subaérea). Ao longo do trilho é ainda possível observar algumas formas subvulcânicas como filões (intrusões magmáticas) e agulhas (chaminés vulcânicas preenchidas por material magmático). No início do trilho observa-se a chaminé do Costado da Nau, um antigo vulcão de características semelhantes ao vulcão dos Capelinhos e que constituía a linha de costa até 1957, no fim do trilho é possível individualizar uma das chaminés do vulcão dos Capelinhos.

Para além da geologia, este é um local de extrema importância no que toca à fauna e flora. Apesar de ser uma paisagem extremamente recente (formada entre 1957 e 1958), o aparecimento de espécies de flora é bastante evidente, destacando-se o bracel da rocha (Festuca petraea), espécie pioneira típica da flora macaronésica e de solos arenosos pobres. Em termos de avifauna, destacam-se as espécies que aqui nidificam como o garajau (Sterna sp.), cagarro (Calonectris borealis) e a gaivota de patas amarelas (Larus michahellis atlantis).

 

De acordo com o Regulamento de Acesso ao Vulcão dos Capelinhos, a visita a esta área protegida é efetuada entre o nascer e o pôr do sol, sempre acompanhada por um guia do Parque Natural do Faial, utilizando o trilho assinalado no terreno, com uma capacidade máxima de carga de 80 visitantes por dia e uma carga de referência de 16 visitantes em simultâneo, com a permanência na área protegida a não poder ultrapassar as duas horas.

 

Regulamento de Acesso ao Vulcão dos Capelinhos, clique aqui

Normas de Conduta no Vulcão dos Capelinhos, clique aqui

Lista de entidades habilitadas a operar no Vulcão dos Capelinhos, clique aqui

Caso seja entidade habilitada, pode efetuar o seu pedido de autorização  aqui

 

Dificuldade: média

Extensão: 2,4 km

Duração média: 2h

Altitude:

Altitude mínima: 25 metros

Altitude máxima: 90 metros

Equipamento recomendado: Calçado apropriado para caminhadas, impermeável, chapéu, protetor solar, água

 

Início e fim: 38°35'44,042" N | 28°49'40,815" O

 

Como chegar

Situado na freguesia do Capelo, a cerca de 25 km do centro da cidade da Horta (cerca de 30 minutos de automóvel).

Saindo da cidade da Horta na direção oeste, siga pela Estrada Regional, passando pelas freguesias de Feteira e Castelo Branco.

Ao chegar à freguesia do Capelo, continue pela Estrada Regional. Depois de passar a entrada do Parque do Capelo devidamente assinalada (Reserva Florestal Natural do Parque do Capelo) à direita, encontrará um entroncamento onde deve virar à esquerda, seguindo a sinalização de estrada indicando “Vulcão dos Capelinhos”. Após percorrer cerca de 4 km encontrará a estrada de acesso ao Vulcão à esquerda, onde se localiza o Centro e a sul do mesmo o início do trilho, marcado por uma placa identificativa.